De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim,quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
orion constelação da vida
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperaças.
Entre eles considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas
Não serei o cantor de uma mulher, de uma historia.
não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei
entorpecentes ou cartas de suicidas, não fugirei para a ilha nem serei raptado
por serafins
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperaças.
Entre eles considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas
Não serei o cantor de uma mulher, de uma historia.
não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei
entorpecentes ou cartas de suicidas, não fugirei para a ilha nem serei raptado
por serafins
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
orion
A primeira namorada, tão alta
que o beijo não a alcançava,
o pescoço não a alcançava,
nem mesmo a voz a alcançava.
Eram quilômetros de silêncio.
Luzia na janela do sobradão.
(Carlos Drummond de Andrade)
Para começar o blog a poesia que deu nome a ele obrigada
que o beijo não a alcançava,
o pescoço não a alcançava,
nem mesmo a voz a alcançava.
Eram quilômetros de silêncio.
Luzia na janela do sobradão.
(Carlos Drummond de Andrade)
Para começar o blog a poesia que deu nome a ele obrigada
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